Como modo de reflexão ao método de entrevista, foram colocadas questões pelo professor, às quais avancei com algumas respostas.

P1-Como caracterizar as entrevistas quanto ao número de sujeitos inquiridos?

Individual se o objectivo é recolher informação sobre o entrevistado, pode não seguir uma estrutura rígida

Grupo se o objectivo é recolher informação de vários participantes e características comuns

P2-Como se podem diferenciar as entrevistas relativamente aos temas em análise?

Directiva – guião da entrevista é rígido, a ordem das perguntas respeita uma lógica

Semi-directiva– o entrevistador conhece os temas sobre os quais tem que  recolher informação, mas a ordem e a forma de questionar é livre

Não directiva – convida-se o entrevistado a organizar o seu discurso a partir de um tema proposto e o entrevistador só intervém para encorajar.

P3-Como diferenciar entrevistas quanto à estruturação?

Estruturada – obedece a estruturação prévia para a sua concretização. Obedece a uma ordem rígida” 

Semi-estruturada – o objectivo é a obter dados, obtidos de diferentes entrevistados, passíveis de comparar . Pode haver flexibilidade na ordem 

Não estruturada – as questões são colocadas de acordo com o decorrer da conversa. Não existe ordem predefinida

P4-Como construir um guião para uma entrevista?

  1. Caracterização dos entrevistados (idade, escolaridade, localidade,…)
  2. Selecção da população e da amostra alvo
  3. Definição da temática e dos objectivos da entrevista
  4. Estabelecimento do meio de comunicação (oral, escrito,telefone, e-mail, etc), espaço onde decorre a entrevista e do tempo
  5. Descriminação das características e perguntas do guião
  6. Produção e aspecto gráfico do guião
  7. Validação da entrevista pela análise critica, por outros indivíduos de relevo

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Como actividade prática, foi sugerida a construção de um guião para posterior realização.

Foram apresentadas propostas de um guião para entrevista tendo três questões a investigar e estabelecidas pelo professor:

1) O que pensam esses professores sobre as redes sociais a exemplo do Facebook, Myspace, Hi5, Twitter, etc?
2) Como  é que vêm a sua (hipotética/real)  participação numa rede social?
3) Que expectativas têm sobre o seu uso no ensino?

Após compilação de todas as propostas efectuados pelos diferentes grupos e até individualmente, colocadas no wiki de turma,disponível no espaço da UC da plataforma do Moodle, alguns debates sobre como/quais as questões seleccionadas e de acordo com algumas pesquisas que efectuei e que partilhei em forum:

“O tempo não será muito para a entrevista e, para a construção dum guião exequível, talvez devamos estabelecer diferenças entre questionários e entrevistas.

Estes dois instrumentos têm, de comum, o fato de serem constituídos por uma lista de indagações que, respondidas, dão ao pesquisador as informações que ele pretende atingir. E a diferença entre um e outro, é ser o questionário feito de perguntas, entregues por escrito ao informante e às quais ele também responde por escrito, enquanto que, na entrevista, as perguntas são feitas oralmente, quer a um indivíduo em particular quer a um grupo, e as respostas são registradas, geralmente pelo próprio entrevistador.

Os questionários e entrevistas possuem técnicas próprias de elaboração e aplicação, que precisam ser obedecidas, como garantias para sua validade e fidedignidade.

A entrevista é um diálogo preparado com objetivos definidos e uma estratégia de trabalho.

O questionário é um conjunto de questões préelaboradas, sistemática e sequencialmente disposta em itens que constituem o tema de pesquisa.

Geralmente se preferem, para o questionário, perguntas fechadas e, para a entrevista, perguntas abertas ou simplesmente tópicos. De fato, como nesta última o entrevistador se encontra junto ao informante, bastam apenas indicações mais amplas, podendo fazer, no momento oportuno, as adaptações e complementações que forem necessárias, o que não acontece no questionário onde o informante se encontra sozinho e sem nenhuma ajuda”.

O texto foi retirado do site: http://sites.unisanta.br/teiadosaber/apostila/matematica/ELABORACAO_DE_UM_PROJETO_DE_PESQUISA-Ines2808.pdf “

Como também estava com dúvidas quanto à estrutura do guião de entrevista, e com a intenção de estabelecer alguma orientação com o conhecimento que adquiri anteriormente, neste mestrado, recordei que já tinha recorrido a um guião de entrevista.

Fica a partilha em forum:

“Na uc MDS, remeto para a mensagem da professora Mª João Silva, do dia 20 de Maio de 2010 (pelas 22:31), sobre a construção de guião de entrevista que realizámos (para os colegas que concluíram MDS):

“Este guião não deve ser encarado como tendo uma estrutura demasiado rígida; o nome guião é mesmo porque se pretende que seja um orientador da informação que pretendem recolher. Contudo, as entrevistas são no fundo conversas mais ou menos orientadas e, por isso, os guiões que definimos podem sofrer algumas alterações, na ordem das questões por exemplo, na supressão ou adição de outras, depende para onde o entrevistado nos conduz.
Só vos alerto para evitarem questões que condicionam respostas, porque isso depois pode gerar respostas socialmente aceites”.”

Pela necessidade em avançar e de acordo com a quantidade de questões em debate,  apresentadas e comentadas no wiki de turma, para utilização no guião da entrevista, apresentei a proposta de guião_final em concordância com o grupo Corto Maltese.

Realização de entrevista:

Após a aprovação da estrutura do guião_final, pelo professor, foi necessário pensar em quem teria de se  entrevistar. Não queria “incomodar” ninguém fora do mestrado, mas efectivamente há que verificar a exequabilidade do que andamos a estudar.

Consultei uma das minhas colegas de formação em Matemática para a Vida e TIC (do processo RVCC) e com a sua anuência marcámos o local e o dia. Utilizei o gravador de um dos pc’s de trabalho cujo som não era o melhor, mas serviu para o efeito.

A minha entrevistada é uma entusiasta da Educação e do rigor, como tal, foi interessante ouvir o desenrolar das suas opiniões. Foi interessante o papel de entrevistadora, mas senti-me uma “novata” … À segunda, ou terceira entrevista, sei que me sairia melhor e mais confiante.

Com a  entrevista gravada, aguardava a fase seguinte para tratamento da informação.

Referências adicionais:

http://www.prof2000.pt/users/folhalcino/ideias/comunica/entrevista.htm (consultado em Dezembro de 2010)

http://sites.unisanta.br/teiadosaber/apostila/matematica/ELABORACAO_DE_UM_PROJETO_DE_PESQUISA-Ines2808.pdf (consultado em Dezembro de 2010)